
Com um território de grande extensão, um passado historicamente rico e mais de 1 bilhão de habitantes, a China possui uma importante diversidade cultural. Na atualidade, este país mescla a cultura tradicional com a modernidade.
Desde do início da história da China, se criaram objetos em bronze, jade e osso que resgatam o espírito e efeito procurado nos rituais chamanistas. Estas formas em bronze e jade mostram pela primeira vez um dos princípios essenciais da arte chinesa: a síntese entre o espírito criador artístico a função social e a hierárquica a que estavam destinados desde sua concepção. O primeiro deles se mostrava no aprimoramento das formas, na origem dos temas decorativos tomando como paradigma as forças da natureza e sua ação sobre o espírito humano, e no grande conhecimento técnico de materiais que caracterizou todas as formas artísticas.
- Culinária A comida chinesa é diferente da comida ocidental onde a proteína de carne é o prato principal de uma refeição, uma fonte de carboidratos (arroz, talharim) são normalmente o ingrediente principal de uma comida chinesa. Por causa da extensa e variada natureza da China, a culinária chinesa pode ser dividida em muitos estilos regionais diferentes. Ela tem umas das mais ricas heranças da culinária do planeta. A comida chinesa sólida é degustada com pauzinhos chineses (hashis)e os líquidos com uma colher larga e plana (normalmente de cerâmica). O chinês considera ter uma faca na mesa muito selvagem, assim a maioria dos pratos são preparados em pedaços pequenos, prontos para serem escolhidos e comidos.
- Ópera de Pequim Os argumentos de uma ópera chinesa unem elementos trágicos e cômicos, misturados com canto, dança, narrações poéticas e acrobacias. Trata-se de uma dramatização de feitos históricos e lendas populares. Outra forma de representação é um diálogo com uma linguagem muito próxima da fala corrente e pantomimas com gestos normais. Em seu humor amável se reflete e satiriza a sociedade, como resultado, instruindo e entretendo.
- Idioma e EscritaO chinês é o idioma mais falado do mundo (mais de 900 milhões de falantes como língua materna), e serve de língua mãe aos falantes de diferentes dialetos de toda a China. É um dos seis idiomas oficiais da ONU. O chinês é uma língua analítica e atônica. Não tem flexão verbal, e se mostra relutante aos empréstimos lingüísticos.
A escrita chinesa é ideográfica. A lenda conta no Shuowen Jiezi que foi Chang Ji (um enviado do deus Huang Di) quem inventou a escrita, inspirado em rastros de pássaros e outros animais. Outra versão conta que o criador foi o imperador Fu Shi.
- Estilo de MúsicaA música na China parece datar de antes da civilização chinesa, e documentos e artefatos fornecem evidência de uma cultura musical bem desenvolvida ainda na Dinastia Zhou (1122 AC - 256 AC). A Agência de Música Imperial, estabelecida primeiro na Dinastia Qin (221-207 AC), estava muito expandida sob o império do Imperador Han Wu Di (140-87 AC) e ordenou supervisionar a música da corte e a música militar e determinou que a música folclórica estaria oficialmente reconhecida. Em dinastias subseqüentes, a revelação da música chinesa estava fortemente influenciada por músicas estrangeiras, especialmente as da Ásia Central.
A música instrumental é tocada com instrumentos de solo ou conjuntos pequenos de instrumentos de corda, flautas, e vários pratos, gongos, e tímpanos. A escala tem cinco notas. Os tubos de bambu estão entre os instrumentos musicais conhecidamente mais antigos da China. Os instrumentos estão tradicionalmente divididos em categorias baseadas em seu material de composição: pele, abóbora, bambu, madeira, seda, barro, metal e pedra.
Na China antiga a posição dos músicos na sociedade era muito mais baixa que a dos pintores. O estudo da teoria da música não era o bastante.
- Mitologia Chinesa Lao Zi: Segundo conta a lenda, a gestação de Lao Zi demorou 81 anos (a quantidade de capítulos que tem sua obra Dao De Jing) e quando por fim nasceu, já tinha os cabelos branco, rugas em seu rosto e orelhas bastante maiores que as normais. Nascido sob uma ameixeira em uma aldeia do país de Chu, teve como primeiro nome Li-Er (orelhas de ameixeira) e posteriormente substituído por Lao Zi ou velho sábio.
A designação Lao Zi era, na época da suposta redação do "Livro da Vida e da Virtude", um título honorífico, legado a um mestre credenciado. Trata-se, provavelmente, de uma simplificação posterior; o taoísmo é um sistema filosófico ("daojia") e religioso ("daojiao") com imemoriais raízes temporais e culturais. O "Dao de Jing" constituiu uma tentativa de síntese; não é despropositado, de todo, assumir que a própria figura de Lao Zi é, também ela, uma tentativa de síntese rectroactiva. Uma análise mais apurada à figura de Zhang Daoling poderá clarificar as coisas.
Doutrina: O Taoísmo estabelece a existência de três forças: uma positiva, outra negativa e uma terceira, conciliadora. As duas primeiras se opõem e se complementam simultaneamente.
São: Yin - Força negativa, feminina, húmida.
Yang - Força positiva, masculina, seca.
Tao - Força convergente, em que yin e yang são fundidos numa existência dual e complementar.
A igualdade entre as duas primeiras forças estranha a igualdade de suas manifestações consideradas em abstrato. Por isso o taoísta não considera superior a vida sobre a morte, não outorga supremacia à construção sobre a destruição, nem ao prazer sobre o sofrimento, nem ao positivo sobre o negativo, nem à afirmação sobre a negação. O Tao é simplesmente algo que não pode ser alcançado por nenhuma forma de pensamento humano. Por isso não existe nome, dado que os nomes derivam de experiências; finalmente e por necessidade de ser descrito ou expressado, o denominou Tao, que significa "caminho" ou "atalho" (reto ou virtuoso) que conduz à meta.
Quando Lao Tse fala do Tao procura afastá-lo de tudo aquilo que possa dar uma idéia de algo concreto. Prefere enquadrá-lo em um plano distinto a tudo o que pertence ao mundo. "Existia antes do Céu e da Terra", diz, e efetivamente não é possível dizer de onde provém. É mãe da criação e fonte de todos os seres.
- Religião O estudo de religião na China é complicado por vários motivos. Porque muitos sistemas de convicção chineses têm conceitos de um mundo sagrado e às vezes um mundo espiritual, contudo, não invoca um conceito de Deus e classifica um sistema de convicção chinês como uma religião ou uma filosofia e isso pode ser problemático. Assim, Confucionismo e Taoísmo são considerados como religiões, enquanto outros os consideram como somente filosofias de vida.
Secundariamente, e diferentemente da religião, alguns sistemas de convicções chinesas permitem um sincretismo comum em professar suas escolhas múltiplas. É possível para alguém dizer ser um budista e viver de acordo com princípios taoístas e participar de cerimônias de adoração aos antepassados. Um budista não teria nenhuma dificuldade vendo Jesus como um profeta e incorporando conceitos do cristianismo, enquanto o contrário nem sempre, ou melhor, quase nunca é o caso.
Religiões influentes introduzidas pelo estrangeiro incluem Budismo, Islã, e Cristianismo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_da_China